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domingo, 4 de novembro de 2018

Comunhão de Santos

Falando, ainda, de Almas, porque o mês é a elas dedicado, é importante refletirmos, pensando na relação e na comunhão de santos que se estabelece entre todos aqueles que  pelo batismo acolheram a filiação divina e, ao longo da vida, buscam ser fiéis a Deus.

Somos pessoas. Como tal, somos constituídos de corpo e alma. Os animais são um corpo, os anjos são espíritos, a pessoa é corpo e espírito, alma. Ao dar a vida, Jesus remiu toda a obra da criação. Centremo-nos é nós para dizer que não salvou a nossa alma, salvou a pessoa que somos: corpo e alma. Pela morte do corpo a alma é ascende junto de Deus e, num primeiro julgamento, é-lhe concedido o Céu, o Purgatório (purificação), ou a condenação, se esse foi o caminho que escolheu. 
Acreditamos que Jesus virá, no fim dos tempos para julgar os vivos e os mortos. As almas retomarão o seu corpo, agora glorioso, e viverão em Deus definitivamente. Porque somos pessoas, de corpo e alma, assim viveremos em Deus (ou não).  

As almas que estão na glória não têm necessidade de oração, mas a oração que por elas façamos não se perde: glorifica Deus, e Deus confiará seus frutos onde eles forem necessários. Elas intercedem por nós.

As Almas do Purgatório estão em estado de purificação, porque no Céu entra só quem é puro como Deus. Este estado acontece para purificação das almas. Estas não podem fazer nada por si mesmas, podem interceder, isso sim, por nós. Beneficiam das nossas orações e intercedem por nós, particularmente por aqueles que por elas rezam.

Em qualquer destas situações, quem primeiro recebe graças é aquele que reza e dá glória a Deus.

Dos condenados, não vale a pena falar, nada há a fazer por eles.

Geralmente, pelas Almas, oferecemos a Eucaristia, mas toda a nossa vida pode ser vivida em ato de oferta. A via-sacra, concretamente, e o jejum, são meios muito proveitosos. Não desistamos de oferecer a nossa vida a Deus.

domingo, 14 de outubro de 2018

Missionários em Casa

Se outubro é mês de Rosário, esta dimensão bastante falada, ele é mês  também das missões. Se por um lado somos motivados à oração do terço, e é essencial que não deixemos de o rezar, faz-se-nos um apelo também a que nos demos conta da dimensão missionária, que é também intrínseca à vida de todo cristão.

Somos sal e somos luz, é Cristo que no-lo diz. Sal para dar sabor e temperar o que somos e que, naturalmente, se vai dissolvendo e penetrando o ser dos outros; luz que, indo na frente, ilumina, guia e dá brilho ao viver dos demais. O cristão é, por natureza, um ser missionário, alguém que, sem deixar a sua terra e a sua vida de cada dia, pelo testemunho, anuncia Cristo aos demais. E a perspetiva é, sempre, levar à vida dos outros, o Cristo que se vive para que a experiência que fazemos de Deus a possam fazer eles também. 

Ser missionário é ter uma missão. E a missão é um envio, não uma iniciativa pessoal, mas iniciativa de Deus, que quer atuar no mundo através de nós. Não sendo iniciativa pessoal, deve ser assumida como obrigação. Este é o primeiro aspeto a ter em linha de conta. Outro aspeto é o facto de que precisamos tomar consciência de que somos missionários com o nosso modo de ser em cada momento, que não é preciso vestir uma qualquer roupagem diferente que mostre a nós e aos outros aquilo que somos.

Claro está que há os missionários que deixam a a sua terra e partem em missão para países, terras e missões mais ou menos distantes, e com os quais devemos estar em comunhão e por eles rezar. Nascendo da nossa condição de batizados e da natureza da Igreja, muitos são os modos e formas de missionar.

Este mês faz-nos lembrar santa Teresinha do Menino Jesus, que vivendo apenas 24 anos, tendo entrado para um convento de clausura em Lisieux, França,  com apenas 15 anos, é padroeira das missões. Sem nunca deixar o convento, ofereceu toda a sua vida, todas mesmo, nos mais pequeninos, simples e humildes atos, por amor a Jesus e pelas missões, ela que tinha, desde pequenina um intenso desejo de ser missionária.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Puro Ato de Bondade

Servir e amar. Esse foi o fim para que Deus  criou os Anjos. Seres que são puros espíritos nada mais fazem do que, em perfeita liberdade, estarem dispostos ao Amor para com Deus, em ato de perfeita entrega de si mesmos ao Criador e Senhor de todo o universo.

Deixemos de lado os espíritos que, livremente recusaram amar o Criador e que, por isso, optaram pela perdição, pela plena infidelidade. Também eles foram criados para servir e amar, mas o orgulho levou-os a dizer não. 

Centrando-nos agora no ser humano que somos, sintamos que fomos criados por Deus exatamente para o mesmo: para O servirmos e amarmos. Foi em ato de pura bondade de Deus que fomos pensados e criados, para que participássemos infinita perfeição que Ele é. A opção por Lhe dizermos não, no ato de pecado original, catapultou-nos para a perdição com os espíritos maus. 

Mas Deus, pura bondade, continua a amar-nos e, tendo-nos recuperado para Si, chama-nos a estarmos dispostos para O amarmos e servirmos. Entremos em nós para tomarmos consciência de que, tendo estado irremediavelmente condenados, Deus se fez um de nós, assumindo a nossa natureza e condição, e nos acolheu como filhos, capacitando-nos para o amor.

Era de justiça a nossa condenação, mas é de Misericórdia a nossa recuperação. Na certeza de que ambas estarão presentes no momento final, é em nossa liberdade que percorremos os caminhos do bem ou do mal. 

No fundo, ao mandar-nos que vivamos o mandamento do Amor, que se exprime na confiança, na entrega de nós mesmos à vontade de Deus, ao longo da vida, e na vida, que vivemos, e não depois de morrermos; ao exigir-nos o Amor, ao obrigar-nos a amar, aquilo que Deus faz é, ouso dizê-lo, "obrigar-nos" a sermos felizes, a optar pela felicidade. E nós continuamos a dizer os nossos nãos...

Sim, é na plena liberdade que atuamos. Deus não pode fazer mais por nós que aquilo que fez e faz. Não quer, de forma alguma, perder-nos. Deus nada perde de si pelas nossas recusas em O amarmos, o não querer que nos percamos é puro ato de bondade Dele. Vida ou Morte dependem de nós, nunca de Deus. 

Dízimo

O termo vem da Sagrada Escritura. Embora entre nós não se use muito, alguns grupos religiosos conhecem-no bem. Era uma exigência de Deus ao Povo de Israel: que cada família pagasse o dízimo (a décima parte) de todos os bens. Falando de bens, pensamos no que de material cada um possui, como se bens fossem apenas as materialidades que fazem parte de nossa vida.

Porque a vida é um bem, como o são a saúde, os filhos, os pais, o trabalho... Seria interessante centrarmo-nos no dízimo que devemos a Deus por todos os bens que nos concede. Sentiríamos que um décimo de nós mesmos é pertença de Deus. Sentiríamos que das 24 horas no nosso dia, 2 horas e 24 minutos seriam totalmente de Deus. Aqui é caso para que cada um se pergunte quanto tempo dedica exclusivamente a Deus. É interessante o facto de Nossa Senhora, em La Salette, França, ter pediu duas horas de oração por dia.

Não encontramos tempo nem motivações para aquilo que, interiormente, nos não diz muito. Se somos gente a procurar viver sobretudo o presente, e com toda a intensidade, é fácil percebermos que Deus não nos muito pois nos aponta a eternidade que, embora estando a ser vivenciada já, a pomos depois deste tempo de existência terrena, isto se é que na eternidade pensamos.

Uma coisa é certa: vivemos conforme, realmente, acreditamos e acabamos por acreditar conforme vivemos. Aqui se encontra toda a realidade da indecisão, porque não acreditamos, embora digamos acreditar, e vivemos a meio termo embora, falando, afirmemos, muitas vezes, valores e realidades que que nos são interiores e estão no coração.

Os "10 por cento de Deus" de que se compõe a nossa vida, não são, embora o sejam também, prata, ouro ou demais bens materiais, são uma percentagem de nós mesmos. São o nosso tempo, o nosso sorriso, a nossa caridade, o nosso perdão... Um tempo claro, diário, e exclusivamente de oração, o tempo por nós  dedicado a Deus, é nascente cuja água se vai diluindo e transformando todo o ser, toda a  vida, de modo a que, sem nos darmos conta, não apenas esse "pouco" tempo, mas todo o nosso ser se tornará oferta para Deus.

Afinal, Cristo não nos pediu 10 por cento, exigiu-nos a totalidade de nós mesmos, tudo o que somos, numa entrega que é nossa, mas fruto da sua Graça.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Servir e Amar

Servir e amar. Esse foi o fim para que Deus  criou os Anjos. Seres que são puros espíritos nada mais fazem do que, em perfeita liberdade, estarem dispostos ao Amor para com Deus, em ato de perfeita entrega de si mesmos ao Criador e Senhor de todo o universo.

Deixemos de lado os espíritos que, livremente recusaram amar o Criador e que, por isso, optaram pela perdição, pela plena infidelidade. Também eles foram criados para servir e amar, mas o orgulho levou-os a dizer não. 

Centrando-nos agora no ser humano que somos, sintamos que fomos criados por Deus exatamente para o mesmo: para O servirmos e amarmos. Foi em ato de pura bondade de Deus que fomos pensados e criados, para que participássemos da infinita perfeição que Ele é. A opção por Lhe dizermos não, no ato de pecado original, catapultou-nos para a perdição com os espíritos maus. 

Mas Deus, pura bondade, continua a amar-nos e, tendo-nos recuperado para Si, chama-nos a estarmos dispostos para O amarmos e servirmos. 

Entremos em nós para tomarmos consciência de que, tendo estado irremediavelmente condenados, Deus se fez um de nós, assumindo a nossa natureza e condição, e nos acolheu como filhos, capacitando-nos para o amor.

Era de justiça a nossa condenação, mas é de Misericórdia a nossa recuperação. Na certeza de que ambas estarão presentes no momento final, é em nossa liberdade que percorremos os caminhos do bem ou do mal. 

No fundo, ao mandar-nos que vivamos o mandamento do Amor, que se exprime na confiança, na entrega de nós mesmos à vontade de Deus, ao longo da vida, e na vida, que vivemos, e não depois de morrermos; ao exigir-nos o Amor, ao obrigar-nos a amar, aquilo que Deus faz é, ouso dizê-lo, "obrigar-nos" a ser felizes, a optar pela felicidade. E nós continuamos a dizer os nossos nãos...

Sim, é na plena liberdade que atuamos. Deus não pode fazer mais por nós que aquilo que fez e faz. Não quer, de forma alguma, perder-nos. Deus nada perde de si pelas nossas recusas em O amarmos, o não querer que nos percamos é puro ato de bondade Dele. Vida ou Morte dependem de nós, nunca de Deus. 

domingo, 26 de agosto de 2018

Caminhos de Vida

Não nos apercebemos da verdadeira realidade da situação em que vivemos. Um pouco te atenção ao que do mundo vamos vendo, e para aqueles que dão uma vista de olhos a algumas das redes sociais de que está coberta a nossa internet, percebemos que nesta sociedade e neste tempo se manifesta uma terrível e impressionante Cristofobia (medo de Cristo).

Mais do que nunca a Igreja está a ser perseguida a ferro e fogo. Mais do que nunca os valores de vida estão a ser arrasados. Não estranhemos que a situação seja esta. Acredito que estamos a caminhar para o auge da perseguição, que vem sendo preparada há bem mais de um século. Infiltrações de mal,  para que a destruição viesse de dentro, aconteceram deliberadamente. Mas a perseguição não é contra a Igreja, essa não faz mossa, é contra Deus. Vai piorar? Vai. Podemos fazer alguma coisa? Sim. Muito? Sim. o Quê? Rezar e viver com coerência nossa relação com Deus. Está tudo perdido? Não, muito longe disso! Está tudo ganho para aqueles que são fiéis e assim se mantiverem ao longo da vida e até ao seu momento final. Estávamos avisados por Jesus de que isto aconteceria.

Estamos habituados a pensar que acontece lá longe, em países muçulmanos ou similares, mas não! Acontece nos países mais tradicionalmente cristãos, acontece neste país que é nosso, e de forma bem aguerrida, mas muito dissimulada. 

A ação é esta, a reação não pode ser nos mesmos moldes. Foi-nos mandado que amemos os nossos inimigos. E o amor passa pela oração de reparação do mal feito a Deus e pela conversão, nunca por palavras, gestos ou atitudes que incitem à violência, porque ela se enraíza dentro de nós e faz-nos semelhantes a eles. Essa é a vontade da criatura que está por trás de tudo isto.
Há muito "trabalho" a fazer no silêncio íntimo dos nossos quartos e no silêncio terno dos nossos sacrários. Se há 100 anos, em Fátima, Deus se manifestava como "horrivelmente ultrajado" e "já muito ofendido", que dirá hoje? E Deus continua a suportar-nos. Reparação e desagravo, conversão e penitência, oração e sacrifício... são caminhos para a salvação, nossa e dos demais. 

"Vigiai e orai, para não caírdes em tentação" (Lc 26,41)

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Somos Migrantes


O mês de agosto é, tradicionalmente, mês de férias, abundando, por isso mesmo, o número e emigrantes que regressam às origens, àquelas terras e "momentos" onde nasceram e que viveram. As nossas origens marcam-nos indelevelmente. É por isso também que nos fascinam as músicas e demais coisas do "nosso tempo", essas sim estão-nos no coração e -las, delas falando, com muito gosto.

Faz-me isto pensar na realidade em que acreditamos e no quanto ela nos leva a ansiar por, mesmo não o pensando, vivermos um contacto permanente e definitivo com as nossas origens. Viemos de Deus, por Ele pensados desde sempre, e a imagem e semelhança que Dele somos são-nos intrínsecas. Não 'descansaremos' enquanto não retornamos a Ele e, por Graça e Misericórdia, deixarmos de ser imperfeita imagem e semelhança para sermos, Nele, perfeição.

A saudade do que interiormente somos mas não podemos viver em determinado momento é apenas uma mera sombra da ânsia interior em nos encontrarmos na casa do Pai. Esse é o anseio profundo que nos marca a vida e trespassa todo o ser.

Nascemos de Deus e para Ele fomos criados. O "não" da desobediência original, que nos assinalou a todos com marca de pecado, faz-nos viver desterrados, fora de nossa  'casa' e perdidos por caminhos errantes e em escuridão de dúvidas e de medos. No meio das incertezas do caminho, o Inimigo vai-nos fazendo aparecer luzes que não são mais que ilusões e miragens. O Segui-las só deixa mais incerteza, dúvida e ânsia, uma vez que nos afastam do caminho para a casa do Pai, esse caminho que interiormente nos é apresentado pela Espírito Santo.

Quando de eterno descanso falamos, não se fala de um 'parar' definitivamente, mas do ser tudo em Deus, porque só Ele é nossa paz, só Nele se preenche nosso ser porque só para Ele fomos criados. O inferno é exatamente o oposto: a ânsia, o pavor, o medo e a absoluta certeza de eterna infelicidade, que advêm da recusa em caminhar para Deus. Ao descanso eterno contrapõe-se a angústia eterna por nada se ter de Deus, por se estar em absoluta ausência de qualquer referência à 'casa do Pai'.

sábado, 30 de junho de 2018

O Passado no Presente

Para ninguém é duvidoso o facto de estarmos a viver a vida a uma velocidade vertiginosa. Parece-nos que o tempo passa rápido porque as coisas mudam permanentemente e nós, embarcados nelas, não temos tempo e ocasião para apreciar o tempo e a vida.

Estas gerações mais novas, porque nasceram já em tempos de alta velocidade, não se dão conta nem apreciam, como nós, as coisas do passado, que hoje, mais que nunca têm um gosto especial, com sabor a saudade.

Não pensamos, talvez, mas não é por acaso que dedicamos tanta atenção ao que nos ajuda a fazer memória do que vivemos e fomos. Recriamos uma feira antiga, não por necessidade, se bem que poderia ser muito útil a sua existência, mas pela beleza, o pitoresco, e o encontro de pessoas que as feiras proporcionava m nesse tempo. Temos carros sempre disponíveis e à mão de semear, mas não faltam os encontros de bicicletas ou motorizadas antigas, a que vamos dando nomes diferentes, para não parecer que é igual em todos os lugares, mas é, não deixando, no entanto, de ser muito interessante a relação que se estabelece entre os participantes, neste tempo em que não temos tempo, ou até temos mas fechamo-nos em casa a engordar redes de amizade virtuais.

Agarramo-nos a um certo passado, sentando sobre ele as memórias e a consolação que elas nos trazem, aquele passado que nos convém. Por isso nos tornamos grandes defensores da preservação daquilo que nos permite o reencontro com o que fomos no "nosso tempo", mas abdicamos e deixamos de lado, a morrer ou já morto, tanto daquilo que realmente fomos e que marca o que somos. Temos, ao menos, bases em que assentar esse ser que somos.

Aprendemos valores e a ser gente de verdade. Porque os tempos não eram fáceis, tomámos como desprezível aquilo que nos ensinaram a ser e não o transmitimos às últimas gerações, que, por isso mesmo, agora têm dificuldade em conseguir criar condições e ser aquilo que lhes permita olharem o futuro com confiança. Vivemos "mal", queremos que os mais novos vivam bem, e estamos a empurrá-los para um estado em que nem sequer sabem o que são. 

terça-feira, 26 de junho de 2018

É Preciso Mais...


Recordo facilmente como vivi uma infância assente em ritmos muito próprios e definidos. Nas aldeias, não imagino como seria nos grandes aglomerados populacionais, os dias dividiam-se claramente em dia e noite, sendo que um tempo era para trabalhar, brincar, e o outro para dormir, descansar. O ritmo do trabalho assentava em seis por um, seis dias para trabalhar e um para rezar e descansar. Por férias contavam-se pelo tempo que as escolas nos permitiam ficar em casa, sem aulas, tornando-se ocasião para os trabalhos que os pais se encarregavam de arranjar para os filhos, recheados ainda com o que da escola nos era mandado fazer nesse tempo de férias.

Os tempos e as mentalidades mudaram à velocidade do voo. Para muitos, as noites transformaram-se em "dia" e os dias em "noite". O pijama tira-se ao final da tarde porque se aproxima o tempo de sair da cama, ou do computador, e de casa. Claro que para muitos isto soa a exagero, e é-o, mas é a imagem do estilo de vida que esta sociedade vai assumindo.

Como se esbatem os tempos de trabalho e de descanso, se dia e de noite, esbatem-se também os "tempos" do mundo e os de Deus, como se esbate a diferença entre o bem e o mal. Estão aí os tempos de férias, tempos de uma maior dispersão das famílias, que procuram, na medida do possível, novas paragens para passar alguns dias.

Distantes ou por cá, muitos perdem o já pouco interesse que vão sentindo por Deus e pelas suas "coisas", como se de férias se tratasse também. Direi o que pode não ser entendido e, naturalmente, a muitos não interessa: o tempo de férias deve ser, porque é preciso ser, tempo de intensificação de oração e relação com Deus, na oração. A maior disponibilidade de tempo, os grupos dos amigos, as festas e festivais, o excesso nos consumos de álcool e drogas, o entusiasmo desmedido na condução, a falta de descanso, a falta de oração... aumentam, em muito, o risco de nos perdermos, particularmente os mais jovens, os nossos filhos, os filhos dos nossos amigos. É preciso mais oração por nós mesmos e pelos demais. Quanto mais precisamos menos tempo lhe dispensamos.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Dor de um Coração de Amor

Sabemos, porque o ouvimos dizer e o dizemos que o coração é tido como a sede, fonte, onde nascem os sentimentos, como será nele também que os sentimentos podem morrer. Deixando para lá a certeza da ciência que nos diz que o coração é simplesmente um músculo, continuemos a vê-lo somo centro do amor e da falta dele, de força e ânimo e da falta deles. Por isso dizemos, e ouvimos dizer, que há gente com coração mole, gente com coração de pedra, gente com um coração de manteiga, gente com coração de fogo, gente com coração de ouro e até gente sem coração.

O que somos e mostramos na vida que vivemos, o bem e o mal que brotam de dentro de nós, o amor e o ódio que possamos sentir, atribuimo-los ao coração, que, sem descanso, bate dentro de nós. 

Dizem-nos, às vezes, que o coração não dói. Não vamos entrar por aí, deixar para lá o que nos diz a ciência, para sentirmos o que nos diz o coração. 

Deixemos que seja o coração ou não que dói e sente, para nos centrarmos na dor que nasce no peito de quem ama, aquela dor de mãe que sabe e sente a dor de um filho, que lhe faz bater acelerado o coração.

Fixemos o olhar naquele pai e naquela mãe que, se pudessem, dariam o coração por um filho doente. Quantos, durante o tempo de uma operação cirúrgica, embora o coração lhes bata acelerado do peito, esperam e aguardam com o "coração nas mãos".

Sabemos daqueles que, de dor, não suportam continuar a bater e morrem dolorosos pela dor de alguém.

Pode não ser o coração o culpado, mas é a ele que se lhes dão as consequências da culpa. Por isso, até nos "dói o coração" quando vemos o mal que era suposto nem acontecer.

Sendo pequeninos e tão limitados, sabemos o que é sofrer de coração com o sofrimento dos que amamos. E Deus? Se com infinito amor ama, que por isso deixou que Lhe trespassassem o coração, com infinito amor sofre, de coração, com o sofrimento dos filhos, que somos e sobre quem, infinitamente, derrama graças que, muitas vezes não acolhemos e, com isso, Nele provocamos dor. 

Em semana do Sagrado Coração de Jesus, aprendamos Dele o que é o Amor.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Admirável Mistério

É em Solenidade que a Igreja celebra o Corpo e Sangue de Cristo ("Corpo de Deus"). A sua presença é real nos sacrários das nossas igrejas, facto que nos permite habitual encontro cm Ele, mas neste dia, a próxima quinta feira, é com toda a solenidade que celebramos a sua presença no meio de nós. É com solenidade que O levamos em procissão percorrendo as ruas de algumas das nossas cidades, entre elas a de Leiria. 

Sendo grande manifestação de fé na presença real de Jesus na Eucaristia, pode ela tornar-se apenas um momento de religiosidade que encanta pela presença numerosa de fiéis. A nossa participação mede-se pela intensidade do nosso amor para com Deus, particular-mente pela sua presença na Eucaristia. o amor é a medida e a força que leva à participação e ao encontro com o Senhor. Claro está que a não participação não é, necessariamente, falta de amor, sobretudo quando há um qualquer impedimento que não nos permita estar presentes e celebrar.

Buscamos Deus, a Ele recorrendo, implorantes, querendo que faça parte de nossas vidas. Ele quer isso mesmo, mas ao seu querer te que haver o querer de cada um. Buscamos sofregamente o encontro com Ele, mas fugimos e evitamos os momentos, espaços e tempos, em que melhor se pode encontrar.
É imensamente grande o mistério da presença real de Jesus no Pão Eucarístico. Ele está tão vivo, real e verdadeiro, como está no Céu. Está sob a aparência do pão porque só a matéria pode por nós ser vista e sentida. Torna-se dificuldade para nós, mormente quando é fraca a fé, "senti-l'O" presente, mas o encontro pessoal, o diálogo íntimo e frequente, diante do sacrário levam a esse "sentir" e a uma inexplicável presença que transforma a vida.

Só este encontro pessoal pode levar e motivar a uma maior tomada de consciência da presença de Deus no mundo e em nós e da vida que acontece Nele. Só Nele descansa a nossa alma. Só nele têm sentido as vitórias e derrotas, os ânimos e desânimos, quem compõem nossas vidas.

Deixemo-nos entrar neste mistério do Amor de Deus, que quis ficar visível e  realmente presente no meio de nós. Embora a humanidade possa fazer da vida um inferno, somos felizes porque por Ele existimos e Nele vivemos.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

compreender o incompreensível

Fascinava-me, era eu pequenito, ver como depois de semeadas as sementes, as plantas furavam a terra e, devagarinho, iam crescendo, verdinhas e viçosas. Passava o tempo e a transformação continuava até se tornarem maduras as novas semente que na planta eram geradas. E o ciclo recomeçava, algumas daquelas sementes haviam e ser semeadas e dar mais fruto, sempre mais, como em ciclo eterno. Ninguém duvida desta realidade pois todos a percebemos a acontecer, embora não percebamos exatamente o como acontece.

Um Deus que se humaniza e se faz homem é caso para nos fazer pensar muito e só a fé nos pode levar à aceitação, porque não atingimos a compreensão. Sim, aceitamos sem sequer pensar, e porque não pensamos também não questionamos muito, acabando por dizer acreditar mas viver como quem não acredita, porque não assumimos realmente que acreditamos.

Um homem que depois de ser morto retorna à vida e se faz presente junto dos amigos em corpo espiritual, mas que se torna sensível ao ponto de poder ser tocado. Um homem que se eleve e que, entre o céu e a terra, desaparece dos olhares humanos não é magia, é realidade. Realidade aceitável pela fé, porque a razão não alcança, não pode alcançar, por se tratar de realidade para além do humanamente compreensível. 

A fé, só a fé pode levar-nos a deixarmo-nos envolver por esta realidade a que somos chamados. A ela chamados porque, embora sendo humanos, existimos para o divino e eterno. Se Deus se fez Homem foi para elevar o Homem da realidade humana à divina. A Fé é dom, mas depende de nós a sua aceitação.

Não compreendemos, claro que não compreendemos por nós mesmos, apenas por graça divina. Se não compreendemos o evoluir da natureza, das coisas e da vida onde estamos tão inseridos, como haveremos de querer compreender e abarcar a dimensão e a realidade divinas, se estão infinitamente "distantes" de nós. Infinitamente distantes mas em profunda intimidade porque na Ascensão Jesus levou até ao Céu a nossa humanidade. Deus viveu a nossa humanidade para que nós vivamos a sua divindade.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Vida Oprimida


O sol estava tão bonito! É verdade que fazia um bocadinho de frio, mas que me interessava isso? A porta estava aberta, puseram a fechadura alta e eu não lhe chego para a abrir, saí de pés descalços, porque é assim  que  gosto de andar. Não percebo porquê, mas já me tinham vestido uma camisola que me deixa a perecer uma tartaruga e me faz sentir parvo. Aproveitei e fui fazer um xixizito alí junto de uma árvore. Continuar a ler AQUI

terça-feira, 3 de abril de 2018

MORREU PARA VIVERMOS (Páscoa)

Os três últimos dias haviam sido dolorosos, muitos dolorosos, tanto que, humanamente, não é possível perceber o quanto. Mas o importante é que Deus tenha "contabilizado" e sentido o quanto houve de entrega naquela morte, como tinha havido já em vida.

Nada poderia dar razões para uma restea de ânimo. Só a Esperança de Mãe e Filho, conhecedores de Deus e da missão a que eram chamados, puderam manter a esperança da humanidade. Tudo estava, humanamente, perdido. Mas havia Neles, que se tinham entregue plenamente á vontade do Pai, a certeza de que tudo estava, divinamente, ganho.

O jogo continua. O maligno adversário sabe que perderá definitivamente a batalha final, por isso se arrasta num esforço descomunal, por marcar o mais possível. A vitória não será nossa, sim de Deus. Mas o prémio será entregue em nossas mãos porque a derrota foi assumida por Jesus, mas Ele é Deus e Deus não perde nunca porque o Mal não tem poder sobre Ele.

E o prémio já está em nossas mãos, guardado em nossa liberdade. Ele morreu para vivermos nós. A nós é dado escolher entre a Vida e a Morte, sabendo que não cegaremos à Ressurreição se não passarmos pela cruz, não chegaremos à vida se não passarmos pela morte de nós mesmos, entregando a vida, vivendo-a segundo a vontade de Deus.

Cristo ressuscitou. Está ressuscitado e é assim que precisamos vê-lO. É, no entanto, ilusório pensarmos que O descobriremos, de facto, se não nos deixarmos atrair por Ele na cruz. Aí se manifesta e aí, só aí, veremos o seu Amor. Ainda que sem pensar dizemos o que sentimos ao afirmar "O Cristo antigo já passou, o de agora é moderno". Cristo não muda, ainda que queiramos fazê-lO à nossa maneira.

VIVER PARA MORRER (Quaresma)

Os tempos são difíceis, as exigências do mundo mais que muitas. Não temos disponibilidade interior para o sofrimento ou a contrariedade. É por isso, porque não queremos dispor do prazer e gosto pessoal, que aceitamos, e defendemos a morte dos outros, ainda que sejam crianças inocentes.

Não abdicamos do prazer e gosto pessoal que aceitamos e defendemos a eutanásia, para levar á morte os que sofrem, ainda que eles queiram viver.

Não geramos filhos para que não sofram, sobretudo para que nos não façam sofrer, razões também pelas quais queremos acabar com os doentes e idosos. As razões são fáceis de encontrar: não queremos perder um momento de gozo e prazer de nossa própria vida, ainda que não esteja nas nossas mãos e num momento termine.

É Mãe. Teve um, apenas um, Filho. Um e outro tinham plena consciência do sofrimento e dores a que eram chamados. Disseram Sim, abdicando de si mesmos para, até ao limite da vida, se entregarem pelos outros, por todos, pela humanidade.

Foi criada, a Mãe, para gerar o Filho. Foi gerado, sob condição mortal, o Filho para dar a sua vida, morrendo para si mesmo, para que possamos nós viver.

Vivemos, muitos de nós, esta vida, apenas pensando no que dela, momentaneamente, podemos desfrutar porque, dizemos, a morte não é senão o fim. Viveram-na Eles, Maria e Jesus, apenas pensando no que dela podiam dar para que, eternamente, nós possamos desfrutar da glória de Deus porque, sabemos, a morte não é senão passagem para a Vida, vida que não vai mais acabar porque é eterna. Eles viveram para que nós possamos Viver.

Nós vivemos esta vida terrena para dela desfrutar como se fosse um momento, mas para por ela subirmos e caminharmos para Deus, a Vida, a única que tem sentido e sentido dá ao que agora somos chamados a ser e a viver.

O caminho é um, um só, o da cruz. Por ser cruz não é só dor e sofrimento, muito pelo contrário, é o que dá razão de ser à dor e sofrimento que acontecem nesta vida, humana, bela, cheia de alegrias e graças. A cruz é escada e ponte para do nada que somos chegarmos ao tudo que somos chamados a ser. Não passar por ela, recusando-a, é caminho fácil para a Morte a que somos tentados.

terça-feira, 6 de março de 2018

FÉ DE VENDILHÕES

Tudo vivemos a meio termo. Ainda que nem todos o façam, a maioria sim, é assim que vive nesta sociedade descafeinada, que se delicia com uma coisa que não é café, nem deixa de o ser; que bebe água mas com sabor a limão, ou com pós do aroma de uma outra qualquer fruta; onde se afirmam e aqueles que não são nem homens nem mulheres e que, como pessoas, dificilmente serão alguma coisa na vida; que veste de casaco os cães e deixa morrer de frio e fome milhões de pessoas; que se diz cristã, católica, mas não praticante; que se queixa porque está dia de inverno e se não lembra de milhões que, por causa da guerra, vivem verdadeiro inferno; que nada  quer com Deus, além daquilo que, muitas vezes por mesquinhas razões, exige dele, para si, como se Deus fosse a todos devedor e mau pagador.

O cheiro a vómito sai da "caneta" de São João, no Apocalipse: " Assim, porque és morno - e não és frio nem quente - vou vomitar-te da minha boca" (Ap 3,16). A sentença recai sobre a humanidade morna, na certeza de que ela é cada um de nós, que não é nem deixa de ser de Deus, e porque assim é, não deixa de ser um "não" ao Deus Criador, que nos quer ativos. Ser bom não e não fazer mal, mas fazer o bem.

Somos light em praticamente tudo. Não o somos, garantidamente, nas nossas ideias, nas nossas lutas, porque dessas fazemos forte finca-pé, tendo razão pelo simples facto de serem nossas as ideias e as lutas, e os outros não podem muito mais que concordar connosco.

Encontramos Jesus a "deitar por terra" os sonhos e ganhos daqueles que vendiam no Templo. O zelo pela casa de Deus fê-lO explodir diante dos que, a diversos pretextos, se aproveitavam da fé das gentes. Não são vendilhões aqueles que vendem, somo-lo nós, aqueles que nos deixamos vender na hipocrisia da fé que dizemos ter; somo-lo nós que vivemos uma relação com Deus na base do "dever - haver", sendo que Deus é o devedor e nós os credores que tudo Lhe exigimos sem nada Lhe dar; ; somo-lo nós que nos calamos diante do desfazer do mundo em guerras atrozes, como se nada tivéssemos a ver ou a fazer por eles. Se mais nada houver que façamos, ao menos ofereçamos os nossos sacrifícios, a nossa oração e conversão por eles e pela paz.

Por quê as minhas guerrinhas pessoais, quando o mundo está em estado de guerra? (03-03-18)

quinta-feira, 1 de março de 2018

Via Sacra

Via Sacra
 AQUI

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Misericórdia - Pobreza - Comunidade

Não, não olhemos a imagem assim como nos parece, mas como ela é...

A igreja do Carmelo tornou-se pequena para acolher todos aqueles que acorreram para participar na celebração de Profissão de votos perpétuos da Irmã Emília Maria da santíssima Trindade. Pensei no que pedem e aceitam as irmãs para se consagrarem a Deus: misericórdia, pobreza e comunidade.

Que o Senhor seja misericordioso diante da fragilidade humana, tão propensa ao pecado, que se manifesta nas mais pequenas coisas. O pecado não tem que ser grave para ser recusa de Deus e deixar suas marcas na pessoa.

Pobreza, que se manifesta no deixar para trás tudo aquilo, por pequeno que seja, que é impedimento ao estar com Deus e em Deus, a começar no abdicar de si mesma para acolher a vontade de Deus, que se manifesta na pessoa da madre. Pobreza que é verdadeiro morrer para si mesma, para ser só de Deus.
Comunidade na qual caminhe com as demais irmãs no sentido da santidade. Porque ninguém se santifica sozinho, mas em comunhão, em igreja.

Que pedem senão aquilo que pediram e a que se comprometeram, elas e cada um de nós, no batismo. Nele, por pura misericórdia divina, recebemos a graça do perdão do pecado original. Nele nos comprometemos, recusando o príncipe do mundo e as suas seduções, a uma aceitação e entrega total a Deus, fazendo-nos verdadeiramente pobres para nos enchermos só de Deus. Nele somos acolhidos e nos integramos numa comunidade, a comunidade dos filhos de Deus, a Igreja, para nela caminharmos e nos santificarmos.

Vivemos esta consagração com diferente intensidade, cada um a seu modo e segundo o chamamento que sente de Deus. Não estranhemos no entanto que mulheres e homens, escolhidos e chamados por Deus, a Ele se consagrem totalmente, retirando-se do mundo não como fuga, mas para uma maior e mais sublime entrega de si, buscando a glória de Deus e oferecendo-se pela santificação daqueles que no mundo continuam a buscar caminhos de santificação.

Não, não olhemos a imagem assim como nos parece, mas como ela é... a entrega à clausura não é fechar-se mas abrir-se a Deus e ao mundo pela entrega pessoal. E não é verdade que quem vive em clausura não pode sair, nós é que não podemos entrar, porque não entendemos, porque o mundano não entende. Quem está, está porque assim o escolheu, e é, geralmente, de "invejar" sua felicidade.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Envolvidos Num Abraço

Era pequenino, apenas uma criança, um bebé. Era moreninho, de olhos grandes e cheios de vida. Saía à mãe. Um bebé lindo. E ela olhou-O. Olhou-O, adormecido em seu colo. Ficaram rasos seus olhos e o olhar toldou-se de lágrimas. O coração, esse estremecia de gratidão só de O olhar tão cheio de paz, tão tranquilo, tão divino.

O pai, adotivo porque o Menino era de outro pai gerado, olhou Mãe e Filho e sentou-se porque fraquejaram as pernas de emoção. Não falou, não pensou, apenas se sentiu indigno da missão para que fora escolhido, velar pelo filho e pela mãe. Elevou os olhos ao Céu e numa prece pediu luz e força para ser capaz. E o Menino chamou-lhes pai e mãe. E Ele era Deus. E Ele é Deus.

Não temos tempo para contemplar as crianças pequeninas, tranquilas a dormir e não sabemos medir e ver os sinais da paz, os caminhos da Vida. Temos os olhos turvados não de lágrimas de emoção mas de pó dos caminhos, de desejos de prazer e poder, de cheiro a dinheiro e a egoísmo. E o Menino Deus cai-nos dos braços porque não sabemos segurá-lO em   nossas vidas. Perdendo-O, perdemos não a Ele mas a nós mesmos, e pode ser para sempre.

Podemos tê-lO em nossos braços porque Ele mesmo disse: "Todo o que fizer a vontade de meu Pai... esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe" (Mt 12,50). E estamos nas mãos da Mãe, a Sua Mãe, porque Ele no-la ofereceu" (Jo 19,27). Insensatos e ingratos é o que facilmente conseguimos ser. Insensatos porque deixamos perder o maior tesouro que temos em mãos, o próprio Deus que se fez homem, para nos cativar como criança, para nos salvar dando a vida por nós. Insensatos que não abrimos os olhos à Vida que há em nós, que está em nossas mãos, em nossa liberdade. Ingratos por isso mesmo, e porque pela frieza de nosso viver, pela indiferença de filhos que somos, ferimos a Mãe ao escaparmo-nos de seus braços, de seu colo, de seu abraço materno e divino. (30-12-17)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Ainda é Natal


É Natal. Cada um o vive à sua maneira e medida. Para muitos não passará de um único dia, talvez uma noite. Para nos cristãos é um tempo que começa com o nascimento de Jesus e termina, apenas, na celebração da Festa do seu Batismo (este ano, no dia 8 de janeiro).
As celebrações na paróquia são vividas da forma habitual.No próximo domingo faremos o Jubileu das famílias, 24 casais que celebram bodas matrimoniais, já disseram estar presentes.

Ficam algumas fotos, de baixa qualidade, foram feitas com telemóvel. São o pre´sepio e a capela mor da igreja paroquial