
A
pergunta instalou-se e, teimosamente,
foi-se-lhe aflorando ao pensamento, como se tivesse vida e não quisesse ser
esquecida. Em jeito de quem exige uma resposta, insistia em não abandonar o seu
pensamento. “Que estou eu a fazer da minha vida?”, era a mensagem que pesava em
sua mente quando se sentou no sofá, desligou a televisão e fechou os olhos para
pensar.
Deslizando
como fantasmas, as memórias do passado dançaram-lhe em confuso...