
A noite é de muita, demasiada, azáfama. É noite de Natal e o
silêncio impõe-se nas ruas. Tudo parece deserto. Mas o barulho não deixou de
acontecer. Fechou-se dentro de portas, nas nossas casas, sentou-se à mesa e
escondeu-se em papéis de embrulho que quando são rasgados fazem explodir
expressões de gratidão, quem dera que não fosse falsa tantas vezes, para logo
terminar no silêncio do travesseiro, se a comida e a bebida foram com sentido.
É...