
Olho o tempo, as pessoas e a vida
e cada vez mais, Senhor,
percebo que somos pó frágil.
Seres que de nada vivem seguros,
que de um nada, e por nada, partem
e o tempo chega ao fim.
Sei que não é ilusão o que somos,
mas muitos em ilusão vivemos,
como se o presente fosse tudo
sendo a eternidade nada.
Cinza, chamas-nos a ato humilde,
a sentir e a pensar,
num gesto forte, que somos cinza, pó,
que nada mais seriamos se não fosse
tua...