
Podemos deixar o pensamento voar até à
gruta de Belém, mais fácil para quem teve a graça de a visitar já, e deixá-lo
contemplar o cenário humano-divino: Maria e José sem palavras para dizer. O
menino envolto em paninhos ternamente preparados por sua Mãe e deitado na
manjedoura. O mistério naquela pequenina gruta, vivido na intimidade de uma
família em que o amor é pleno, era tão
intenso que o não poderíamos sentir: o Céu veio à terra e a terra
tornou-se Céu.
Aquele
Menino era em tudo perfeito: Deus revestira-se da humana natureza,
buscando-a numa perfeita criatura, onde a fealdade do peca não tinha machado
nem a alma nem o corpo. Deixemos de lado a cor dos olhos ou a tez da pele para
nos fixarmos, como fizeram Maria e José, no Mistério do Homem-Deus. Ficaremos
sem palavras, de olhar humedecido e coração tremente, como fica quem se deixa
comover pelo próprio Deus.
Contemplar
o Mistério deste Menino é deixar-se envolver pela grandeza do amor terno de
Deus e, deixando-se levar por ele, permitir que a sua ação em nós transborde e
toque todos aqueles de quem, de algum modo, nos aproximamos. Um coração tocado
por Deus não se fecha batendo em solidão, mas explode para bater em uníssono
com o daqueles que são de boa vontade e procuram o encontro com Deus.
Fazer
Natal é parar em cada dia, fechar os olhos ao mundo, contemplar um pedacinho de
Deus, num dos momentos da História do seu amor em nossas
vidas, permitir que Ele entre mais em nosso ser e que nos
deixemos envolver plenamente no mistério da história de amor que faz com cada
um de nós, pessoalmente
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