
No profeta Ezequiel
lemos: “Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar…” (Ez 37,12).
Professamos, no Credo, a fé na descida de Jesus à mansão dos mortos. O pecado
tinha reduzido o ser humano à condição de condenado à morte, uma morte eterna,
cortando-lhe a possibilidade de total comunhão com Deus, a possibilidade da eternidade
no Céu, para a qual havia sido criado.
A ação de
Deus, na entrega do Filho para reverter a situação do Homem, altera o rumo que
este escolhera ao optar pela rejeição do Criador na original tentação
demoníaca.
A oferta
que Jesus, o Homem-Deus, faz de si, da sua vontade, da sua vida, ao Pai recupera
a humanidade para a vida junto de Deus, deixando no ser humano a opção de
escolha. Entre o bem e o mal, a vida e a morte, a decisão está nas suas (nossas)
mãos.

“E todo
aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá”. Porquê? Porque as portas da
morte estão fechadas para aqueles que acreditam e vivem em Jesus. Continuam
abertas para aqueles que, conhecendo Deus, O recusam nesta vida terrena, que é “sala
de espera” da eternidade. Compreende-se assim, que a morte do corpo seja
passagem para Deus. O corpo morre mas a alma “nunca morrerá” porque não entra
na “mansão dos mortos”, o seu lugar é nas “moradas eternas de Deus”.

Porque a Vida
é absoluta vivência de comunhão de Amor. Já a morte, por seu lado, é absoluta
falta de esperança e pleno desespero, absoluta falta de amor e plena vivência
de ódio, absoluta falta de relação de comunhão e plena solidão.
J. B. 04-04-2017
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