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sábado, 2 de novembro de 2019

Com Tudo e Sem Nada

Não há coração ou cabeça que resistam. Vivemos em ambiente minimamente cristão, celebrando nestes dias “Todos os Santos” e os “Fiéis Defuntos”, festas profundamente cristãs, que nos apontam para a realidade de Deus, do bem, da luz, da vida. A elas antecipou-se uma outra de cariz completamente oposto e antagónico: o “Alloween” que evoca o mal, as trevas, a morte… Aparentemente não se trata de mais que uma festa mas, indo um pouquinho mais além percebe-se que, realmente assim não é.

Deixemos isso para nos centrarmos no que quero partilhar convosco e que, me preocupa, embora não angustie. Digo que não há coração que resista por estarmos a viver num mundo em radical mudança, encontrando-nos no meio de opostos que nos atraem e repelem: o homem e a máquina; o material e o espiritual; o bem e o mal…

Somos famílias pequeníssimas mas vivemos em casas enormes; recebemos informação em cima do acontecimento, mas não nos conhecemos uns aos outros; temos centenas de “amigos” espalhados pelo mundo, que “fizemos” nas redes sociais, mas não saímos de casa para falar ou estar com os vizinhos; queremos dar o melhor às nossas crianças, mas não lhes ensinamos os valores que lhes dariam a felicidade; somos grandes humanistas, mas defendemos mais os animais que as pessoas; gastamos biliões a construir naves espaciais, mas pagamos muito caro os transportes; gastamos tudo na busca de poder viver no espaço, mas não resolvemos os problemas da fome, da vida, na terra; temos tudo, como nunca se teve, mas, no fundo, somos infelizes. A lista continuaria.

Vivemos tão vazios e distantes de nós mesmos porque recusámos o termos sido criados à imagem e semelhança de Deus. Se não nos fixamos na razão por que fomos criados, perdemos o sentido de nós mesmos. Torna-se isso insuportável e torna-nos a nós insuportáveis para os demais porque os olhamos como concorrentes não como irmãos, como coisas ao nosso serviço não como pessoas a nós iguais. E o vazio dentro de nós enche-se sempre mais do nada que lhe damos na de o preencher. Cada vez mais  nos sentimos vazios porque nos buscamos fora de nós mesmos.

Se não sabemos o que realmente somos, não levaremos as crianças a crescer na descoberta do que são. Geramos nelas a confusão. O que julgam ser recebem-no de fora, de ideias de gente que não sabe o que é, e não de dentro de si mesmas, da força interior com que foram criadas. Serão mais infelizes que nós.
Não há coração ou mente que resistam.                                       

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Noite das Bruxas

Com raízes nas tradições celtas, levado para a América, onde se transformou despindo-se, teoricamente, de todas as raízes religiosas e de onde veio para a Europa, a "festa de alloween" (a noite das bruxas) é vivida como se da coisa mais  inocente se tratasse. A verdade é que ela tem base religiosa, mas negativa. Está intimamente ligada ao culto do Mal,

à escuridão, à morte. O mal, que inocentemente se semeia, enraíza-se na vida das pessoas e das comunidades, ganhando definitivamente espaço. 

Sim, tudo parece inocente até porque a máquina comercial fez das crianças o alvo a atingir, quando antes eram os adolescentes e os jovens. Nós caímos no engodo de que é uma festa tão simpática para as crianças, a quem não se nega nada, mas a quem vamos inserindo numa terrível cultura de escuridão, de morte e de mal. 

Reparemos que o tema é único, só se fazem máscaras e se evoca a morte, o feio, banalizando o medo e o mal, como se a morte a fealdade e os espíritos do mal fossem as realidades mais inocentes e encantadoras da vida.

Os relatos das realidades que estão por trás desta noite, desta "festa" arrepiam quem ainda tem um pouco de discernimento do bem e do mal. Ela marca o início no ano satânico: sessões de culto a satanás são realizados por todo o mundo, celebrando-o como o deus e senhor do mundo; por todo mundo, milhares de jovens são enganados e atraídos para festas de ocultismos e ameaçadoramente integrados em comunidades satânicas de onde, se torna quase impossível sair; mulheres engravidaram meses antes para que nesta noite se façam horríveis abortos que são sacrifícios oferecidos a satanás; profanações da Eucaristia e cultos de consagração a satanás. O ato de anti-criação acontece de modo supremo nesta noite.

Vivendo e celebrando, inocentemente, estes acontecimentos vamos dando espaço ao mal que, como pó, vai assentando na vida que somos. Esquecemos Deus e o culto que prestamos a Deus na honra a Todos os Santos e às Almas do Purgatório, para nos dedicarmos "religiosamente" aos espíritos do mal.

Sem doçuras ou travessuras partilhemos o "bolinho em honra de todos os santinhos". Só em Deus, no caminho que nele fazemos e que Ele connosco faz, se encontra o que interior, profunda e intensamente buscamos. Criados por Ele e para Ele, só Nele encontraremos a harmonia que buscamos.