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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Forças de Bem e de Mal

Os tempos sucedem-se e num ápice se vão atingindo novas etapas, seja na vida que vivemos, seja nos tempos que marcam o ano o dividem em momento únicos. Em Igreja, o tempo agora é pascal. Termina neste dia com a celebração da descida do Espírito Santo sobre a Igreja, ao tempo reunida no Cenáculo.

Vivemos numa sociedade de contradições, que nega Deus, a eternidade e a dimensão espiritual, mas que a cada passo busca o que está para além deste mundo físico, terreno.  Nega-se Deus e o diabo, e buscam-se os anjos e os demónios, o bem e o mal. Direi que negamos os princípios e origens do bem e do mal para nos centrarmos nas suas forças e emissários. Forças, anjos, energias são as realidades que atraem a atenção de muitos dos nossos contemporâneos, dizendo-se, muitos deles cristãos. Algumas práticas de origem oriental, como reiki e o yoga,vêm acentuar muita estas ideias das correntes de busca de energias e capacidades da pessoa, por si, afastando a ideia de Deus e de tudo o que Ele envolve.

Não negando que, humanamente, estas práticas podem levar a uma pacificação interior e temporal, elas conduzem os cristãos ao afastamento de Deus, da meditação espiritual e do pensamento cristão, conduzindo a pessoa a uma meio termo entre o material e o espiritual e a uma aparente realização pessoal, sem que aconteça verdadeira libertação interior.

Vai-se gerando um clima de medo nas pessoas. Já vamos encontrando crianças com medo do mal e de suas forças, recorrendo à capacidade libertadora dos anjos, focando neles a atenção e a meta de fé, esquecendo que eles não são mais que emissários e criaturas ao serviço de Deus, o verdadeiro Bem, sua origem e fonte. 

É interessante reparar como com toda a facilidade se aceitam os seres espirituais, os anjos bons e os maus (demónios), e se recusam aqueles que eles servem: Deus e Satanás, respetivamente.

Como é que os cristãos "comuniquem com" e aceitem a presença dos anjos em si e se recusem a aceitar, a acolher a presença do próprio Deus que habita aqueles que lhe são fiéis e vivem em graça. Enviando-nos o Espírito Santo, Deus faz de nós morada da Trindade Santíssima. O Criador dos Anjos é-nos íntimo.

domingo, 9 de abril de 2017

Não Ofendam Mais

Hoje o domingo é de "Ramos na Paixão do Senhor". Podemos não nos dar conta, mas falar de paixão é falar de sofrimento, de dor, de morte. Habituados que estamos a viver as coisas muito superficialmente, não é com facilidade que conseguimos entrar um pouquinho no mistério do sofrimento de Jesus. Não entramos no facto de todo o seu sofrimentos, em entrega de vida, ter acontecido por nós, por mim, para nos libertar das consequências do pecado, a morte eterna. Ele recuperou-nos para a vida.

"Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido". Este é mais um pedido, uma súplica, de Nossa Senhora, na aparição de setembro em Fátima. Quanto cresceram em ofensas em quantidade e gravidade! Consta que morreríamos de pavor se pudéssemos contemplar, ver, as ofensas com que cada um de nós ofende o infinito Amor de Deus, nós que somos cristãos e muitos dos quais ousam dizer "não tenho pecados". Pensemos nos pecados da humanidade e no quão facilmente nos identificamos com eles.

Para glória de Deus, bem nosso e da humanidade, à urgência de conversão, para não ofendermos mais a Deus, acresce a urgente reparação pelo pecado, o nosso e o de toda a humanidade. É com este apelo que se marca o início das Aparições em Fátima. Na 3ª aparição do Anjo ele reza com os Pastorinhos: "Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores". E o Anjo continuou, depois de lhes dar a comunhão: "Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolei o vosso Deus".

A semana que iniciamos é de profunda meditação e tomada de consciência da necessidade de glorificar Deus, e de Lhe confiarmos a vida, nos sacrifícios que tem, tornando-Lha agradável. Entregar-se a Deus, no sacrifício e na oração, nunca é demais. É preciso fazê-lo por nós, e por aqueles que o não fazem.