
Repositório de textos e imagens, fruto de ideias que vão nascendo e sendo gravadas num espaço, talvez só, virtual

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Agosto é mês dedicado a Maria, na veneração do seu Coração Imaculado, na celebração da Solenidade da Assunção a 15, e na celebração da sua realeza 22. Há em muitos cristãos um sentido temor de que o culto prestado a Maria leve ao esquecimento de Jesus. Pode isso acontecer se o culto de veneração a Maria não for reto e verdadeiro. Nesse caso sim, se se orienta a oração a Maria, por Ela mesma e se a oração se fixa Nela e não conduz a Jesus. Nesse caso tanto vale rezar como não.
No ato salvífico operado por Deus, Ele quis, por vontade e graça sua, incarnar, assumido a nossa natureza, numa união tão íntima, intensa e profunda das duas naturezas, divina e humana, que o Filho se fez homem e o homem se fez Filho. Fomos salvos por Deus, que se fez homem no seio puríssimo de Maria que, assim, se tornou Mãe de Deus.
Nossa Senhora tornou-se, pois, a
porta pela qual Deus assumiu a nossa humanidade. Maria só pode ser a porta pela
qual a o ser humano entra em comunhão com a divindade. Se Deus quis tê-La como
meio para chegar a nós, como não iria querer tê-La como meio para chegar a Ele.
Por isso, Jesus nos concedeu a graça de a tornar nossa Mãe. A Palavra de Deus é
eficaz. Quando Jesus diz, do alto da cruz, “eis a tua Mãe, Ela tornou-se
efetivamente Mãe da humanidade, não apenas um símbolo. Deus quis que desse vida
ao seu Filho, como não havia de quer que nos desse vida a nós.
É Ela que nos salva? Não. É Jesus,
mas é por Ela que nós chegamos a Jesus, como fiou por Ela que Jesus chegou a
nós. Assim, entendamos que Nossa Senhora nunca nos atrai para Si, mas sempre
nos aponta o seu Filho. Ora, assim sendo, todo o culto que prestamos a Nossa
Senhora conduz-nos sempre, só pode ser assim, a Jesus. Não tenho dúvida de que
a minha oração, a minha vida, entregue nas mãos de Jesus por Maria tem, por
parte Dele, um acolhimento, uma aceitação, infinitamente maior do que se for
entregue diretamente por mim. Eu não sou nada diante de Deus,
completamente indigno e de lábios
impuros. Ela é Mãe, pura, santa. Se a minha oração passa por Ela, chega a
Jesus, já moldada, transformada, com sentido.
Sem sabermos como será o nosso amanhã, porque ontem
também não sabíamos como seria o hoje, com muito mais sentido temos dúvidas do
como será daqui a uns meses. Isso impede-nos de programar, seja o que for, lá
mais para diante. Assim é em relação à nossa vida pessoal, como o é em relação
às comunidades que somos, a família, a
paróquia, a associação… Estamos como que reféns de um vírus, dos estragos
que já causou, e das maquinações no sentido de o controlar a eles ou, talvez
mais que isso, de controlar a humanidade.
Falar de amor é falar de entrega de si mesmo ao
outro, da capacidade de viver em função do outro, daquele que ama.
Compreende-se que o amor não se faz, como tantas vezes, confundindo amor com
relações genitais, se diz e ouve dizer. Não se faz porque acontece no coração e
no sentimento de quem o vive, e só quem o experimenta pode falar dele com
verdade. O Amor não se faz, vive-se e dá-se, porque é pessoal e entrega de si
mesmo.
Vivemos uma situação completamente fora daquilo a que estávamos
habituados. Não sabemos até onde isto vai chegar, como será o dia de amanhã.
Sem a solenidade diocesana que habitualmente lhe damos, celebraremos na próxima quinta Feira a “Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus”. Esta é a mais solene expressão de fé na misteriosa e insondável presença de Jesus entre nós. Fechar o olhar exterior e sentir, contemplando, a realidade presente naquele pedaço de pão consagrado facilmente leva à emoção porque Deus está ali presente, tão presente, real e verdadeiro como está no Céu, e de quem transbordam a glória e o esplendor.
Os tempos correm. Parece que cada vez mais, no avanço da idade, os anos se tornam mais curtos. São apenas 40 dias. Começou a contagem há po...